Streaming: A revolução será televisionada e conectada

Foi o tempo que existia o ritual de sentar no sofá, ligar a televisão e assistir ao programa na hora em que ele é exibido. O modelo baseado em grades de programação, seguindo um fluxo planejado e contínuo, tem dado lugar à TV on demand e ao streaming onde é possível escolher o que (como, onde e quando) assistir. Essa revolução está comprovada na pesquisa do IBOPE Inteligência: 97% do público pesquisado revelaram ter o hábito de usar algum serviço de streaming de vídeo.

Na verdade, estamos vivendo uma transformação onde o modelo tradicional da TV, com hora marcada, está cada dia mais distante da realidade atual. A expansão da televisão por diversas plataformas, a partir do contexto da convergência, alterou o que antes era um movimento frequente e programado para outro que flui por diversas plataformas, retorna e volta a exibir seu conteúdo.

streaming chegando com tudo

Usar celular, tabletnotebook ou Smart TV para acessar vídeos, músicas e filmes, a qualquer hora, sem se prender a grades fixas de programação, já virou hábito comum no Brasil. A quantidade média de horas que o brasileiro passa assistindo a vídeos por streaming semanalmente cresceu 90,1% nos últimos três anos, saltando de 8,1 horas, em 2014, para 15,4 horas, em 2017, segundo pesquisa do Google.

Os serviços de TV on demand streaming, baseados na oferta de players OTT, deverão gerar US$ 64,7 bilhões de receitas em todo o mundo até 2021, sendo US$29 bilhões apenas em publicidade em 2022. Nos Estados Unidos, a TV Conectada (CTV) chegou a 26% dos lares, nos dois últimos anos, e deve estar em 73% das residências até 2021, segundo pesquisa da Telaria, em parceria com o Hulu. Um crescimento que naturalmente avança com as novas gerações: os ‘Millennials’ e a ‘Geração Z’ já não fazem distinção nenhuma entre a TV linear (tradicional, com grade de programação) e a TV acessada via OTT. Tudo é TV.

Para ter uma ideia, 35% da audiência (46% dos millennials) prefere anúncios em serviços de streaming a anúncios na TV linear, mais de 50% das pessoas que veem CTV respondem com uma ação após assistirem a um anúncio e 44% assistem a conteúdo de CTV recomendado pelo aparelho. Modelos combinando assinatura e publicidade deverão continuar existindo, mas a publicdade deve se consolidar como a principal fonte da geração da receita necessária para a produção em escala de conteúdo de alta qualidade. Esta publicidade será adequada à experiência de consumo do conteúdo – por exemplo, em bloco antes de long form content e em intervalos em longas sessões de binge watching, e cada cada vez mais segmentada e relevante para cada usuário, como exigem os novos consumidores da Geração Z.

O fato é que a tecnologia vem transformando absolutamente tudo ao nosso redor. Essa revolução começa pela produção do conteúdo e molda a forma como nos comunicamos, o jeito de absorver informação, além do compartilhamento de histórias. A receptividade a anúncios nos torna um mercado de alto potencial para um futuro AVOD (ad-based video on demand). Considere que esse movimento abre as portas de um novo mundo à publicidade, representando grande oportunidade para as marcas.

A internet tomou conta do nosso cotidiano e marcou o início de uma nova era, da televisão conectada. A boa notícia é que os ventos estão soprando na direção certa para aqueles preparados para esse mundo sem fronteiras da CTV.

Com informações do portal Ecommerce News
Imagem: PXHERE

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